segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

o natal, as imagens e os doces, o natal, a ofensa e a loucura

A propósito de concepções do Cristianismo...


Quando se conta a uma criança sobre o Cristianismo e ela não é violentada num sentido figurativo, a criança apropria tudo o que é simpático, infantil, agradável e celestial. Irá viver juntamente com o pequeno menino Jesus e com os anjos e os três reis magos; vê a estrela na noite escura, viaja ao longo do caminho, e agora está no estábulo, maravilha das maravilhas, e vê sempre o céu aberto; com toda a intimidade da imaginação, a criança suspira por estas imagens - e agora não nos esqueçamos dos doces nem de todas as outras coisas esplêndidas que se fazem nesta ocasião. Acima de tudo, não sejamos velhos patifes mentindo sobre a infância, afectando o seu entusiasmo exagerado e traindo a infância da sua realidade. Ter-se-ia de ser alguém que não servisse para nada para não se ser capaz de achar a infância tocante, encantadora e abençoada. [...] Mas, por outro lado, certamente que é um guia cego quem de alguma maneira, qualquer que ela seja, pretenda que esta é a concepção decisiva do Cristianismo que é uma ofensa para os Judeus e uma loucura para os Gregos.

Kierkegaard, Postscriptum Conclusivo Não-científico, VII, 521

Sem comentários:

Enviar um comentário

discutindo filosofia...

Creative Commons License
Os textos publicados neste blog por luisffmendes estão sob uma licença Creative Commons

Gadget

Este conteúdo ainda não se encontra disponível em ligações encriptadas.