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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Em busca da felicidade

A propósito da obsessão pela felicidade


Em busca da felicidade: uma narrativa

por Luís Mendes

Em primeiro lugar, o nosso propósito, neste artigo, é mostrar que a ideia de que a felicidade constitui o fim último da vida humana corresponde a uma narrativa, isto é, a uma compreensão possível que admite alternativas. Em segundo lugar, pretendemos confrontar a narrativa da felicidade com uma alternativa ao seu núcleo duro. Assim, colocamos a hipótese de que a pior coisa que pode acontecer a um sujeito é viver feliz toda a vida. Para analisar esta hipótese estudaremos o episódio dos lotófagos, na Odisseia, de Homero, e o Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Firstly, our purpose in this article is to show that the idea that happiness constitutes the ultimate end of human life corresponds to a narrative, that is, to a possible understanding which admits alternatives. Secondly, we will confront the narrative of happiness with an alternative to its hard core. Thus, we hypothesize that the worst thing that can happen to a human is to live happily all his life. With this hypothesis in mind, we will study the episode of the lotus-eaters, in Homer’s Odyssey, and the Aldous Huxley’s Brave New World.


Estudos em Comunicação nº 27, vol. 2, 79-101
DOI: 10.20287/ec.n27.v2.a06

O problema do mandarim revisitado

A propósito do problema do mandarim


problema do mandarim revisitado

por Luís Mendes

Portanto, é este o problema: a consciência moral tem poder de execução? Ou trata-se de um governo fantoche? De uma voz colocada em nós só para fingirmos que as nossas acções, quando agimos em conformidade com ela, estão revestidas de uma dignidade que nunca tiveram? Será que os homens evitam o mal apenas por cobardia e fraqueza?


ESC:ALA
Revista electrónica de estudos e práticas interartes
Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
ISSN 2183-1823

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Quais os Requisitos Formais da Noção Kierkegaardiana de Querer Uma Só Coisa?

A propósito de querer uma só coisa...




O autor beneficia de uma bolsa de doutoramento FCT (SFRH/BD/133923/2017)

domingo, 15 de janeiro de 2017

Um artigo meu sobre o estádio religioso em Kierkegaard

A propósito de ESTÁDIO RELIGIOSO, em KIERKEGAARD



 "Da indiscernibilidade entre religioso e demoníaco, segundo Kierkegaard"

[...]
Neste artigo, a partir de um trecho dos Estádios no Caminho da Vida, defende-se que a esfera religiosa e a esfera demoníaca são formalmente indistinguíveis. [...]
«every individuality who solely by himself has a relation to the idea without any middle term (here is the silence toward all others) is demonic; if the idea is God, then the individual is religious; if the idea is that of evil, then he is in the stricter sense demonic.» Kierkegaard
[...]



In:
APEIRON - Revista Filosófica dos Alunos da Universidade do Minho: Nr. 9 - Filosofia, Religião e Ateísmo
APEIRON - Student Journal of Philosophy (Portugal): Philosophy, Religion and Atheism, Volume 9

ISBN: 1542528801







(ISBN-10: 1-5425-2880-1 / 1542528801)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A liberdade como milagre privado: sobre a indiferença da vontade

A propósito de: Indiferença; Liberdade; Milagre Privado; Não-indiferença.


A liberdade como milagre privado: sobre a  indiferença da vontade
Luís Mendes

O autor estuda a noção de liberdade como milagre privado, segundo Leibniz. O homem é capaz de milagres, i.e., ser-se humano é ser-se capaz de liberdade. A vontade livre está sempre inclinada, mas é capaz de ser excepcional e de se soltar das amarras que a escravizam às coisas exteriores. A mente humana é capaz de produzir o imprevisível (excepto para Deus). O humano é, por princípio, capaz de se assenhorear de si e de se determinar ao que de melhor lhe é possível, ainda que na maioria das vezes se deixe afundar no mar das paixões.

Artigo disponível em http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/doispontos/article/viewFile/35134/23545

«Neste texto tentar-se-á determinar a noção de liberdade como milagre privado, expressão utilizada por Leibniz num pequeno texto sem título original escrito na última metade da década de 1680.»

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A consciência de si e o desespero inconsciente, segundo Kierkegaard

A propósito de consciência de si, contradição, decisão, desespero, idealidade, imediato, interioridade, Kierkegaard, síntese


A CONSCIÊNCIA DE SI E O DESESPERO INCONSCIENTE, SEGUNDO KIERKEGAARD


A tradição cartesiana identificou um conjunto de condições para que se possa dizer que um sujeito está consciente de si. Simultaneamente, procurou a consciência de si num acompanhamento de si ao modo do pensamento. Ora, do ponto de vista de Kierkegaard, os requisitos cartesianos da consciência de si não são cumpridos na concepção de consciência da própria tradição cartesiana. É precisamente isso que se evidencia com a noção de desespero inconsciente. Neste estudo, procura-se determinar em que condições é possível falar de estar consciente de si, segundo Kierkegaard, o que conduzirá a uma multiplicidade paradoxal. Para se compreender o que está em causa estudar-se-á a estrutura sintética e heterogénea do humano. Em última análise, os requisitos da constituição da consciência de si, porque o são do si, só se cumprem numa certa forma de desconhecimento de si que corresponde a uma forma de consciência de si em que nunca se está certo e seguro de si, mas que passa pela decisão na interioridade.


SELF-CONSCIOUSNESS AND THE UNCONSCIOUS DESPAIR, ACCORDING TO KIERKEGAARD


The Cartesian tradition identified a set of requirements for self-consciousness. At the same time, it sought the self-consciousness in the self-monitoring mode of thought. So, according to Kierkegaard’s point of view, the Cartesian requirements of self-consciousness are not accomplished in the conception of consciousness of the Cartesian tradition itself. That is precisely what is shown with the notion of unconscious despair. In this study, it sought to determine under which conditions it is possible to speak about being self-conscious, according to Kierkegaard, which will lead to a paradoxical multiplicity.To understand what it is at stake we will study the heterogeneous and synthetic structure of the human. Ultimately, the requirements for the constitution of self-consciousness, because they are of the self, only meet in a certain form of lack of knowledge of the self that matches a certain form of self-consciousness in which one is never certain and sure of himself, but which passes through the decision in inwardness.


Dissertação de Mestrado de Luís Filipe Fernandes Mendes com orientação do Prof. Nuno Ferro.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Notas para uma Análise da Compreensão de Aquiles

A propósito de Natureza Humana





Abstract:
The author analyses the understanding of human nature that underlies the words of Achilles in the Iliad, IX,318-320 and Odyssey, XI,489-491. According to the author, Achilles bears an interpretation of the human condition that reflects a certain understanding of what it means to be human. In order to bring to light the understanding of human nature present in the words of Achilles, the verses listed are analysed, using evidences found elsewhere in the Homeric works mentioned, and relating the concepts present in the two target texts. A diagnosis is made in order to identify the description of human nature that is presented by the situations involving the poetic subject. In short, the author seeks to identify which understanding of human nature is present in the speech of Achilles, and what is the concept of human nature that emerges from the changes happening through the verses. Thus, in the Iliad the author finds evidences of an understanding affected by anger, involving the human world in a wave of melancholy in which the recognition of injustice predominates. And in Odyssey the article finds an evaluation of life that sustains that any form of human existence is preferable when compared with death – compared with death, life is better. The article explores in particular the idea that Achilles’ interpretation of life is modulated by the changes he suffers in his life.

Keywords: Achilles, existence, human nature, life and death, moods, understanding






Resumo:

Neste estudo o autor procura analisar a compreensão da natureza humana que está subjacente às palavras de Aquiles, na Ilíada, IX,318-320 e na Odisseia, XI,489-491. Segundo o autor, Aquiles é portador de uma interpretação da condição humana que traduz uma determinada compreensão do que significa ser humano. De modo a deixar ver a compreensão da natureza humana presente nas palavras de Aquiles, o autor recorre a indícios encontrados noutros pontos das obras homéricas referidas, relacionando as concepções presentes nos dois textos alvo. Identifica-se ainda a descrição da natureza humana que é possível fazer a partir das situações que envolvem os versos em análise. Assim, por um lado procura-se identificar que compreensão da natureza humana está presente no discurso de Aquiles e, por outro, que natureza humana emerge das alterações que o seu discurso sofre. Na Ilíada o autor encontra indícios de uma compreensão afetada pela ira, envolvendo o mundo humano numa aura de melancolia, na qual predomina o reconhecimento da injustiça por toda a parte. Da Odisseia obtém-se uma avaliação da vida que considera qualquer forma de existência humana preferível a qualquer forma de morte. Finalmente, o artigo explora o modo como a sua interpretação acerca da vida é modulada pelas mudanças que de cada vez se abatem sobre ele.

Palavras-chave : Aquiles, compreensão, disposições afetivas, existência, natureza humana, vida e morte


Artigo disponível na RPF, Natureza Humana Em Questão I, Tomo 68, Fasc. 3, 2012, pp. 375-390