segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Por que estamos aqui?

A propósito de sentido...


John Milton, Paradise Lost, X, 743-54
Did I request thee, Maker, from my Clay
  To mould me Man, did I sollicite thee
  From darkness to promote me, or here place
  In this delicious Garden? as my Will
  Concurd not to my being, it were but right
  And equal to reduce me to my dust,
  Desirous to resigne, and render back
  All I receav'd, unable to performe
  Thy terms too hard, by which I was to hold
  The good I sought not. To the loss of that,
  Sufficient penaltie, why hast thou added
  The sense of endless woes?

Pedi-te, Criador, que do meu barro
Me moldasses Homem?, solicitei-te
Que da escuridão me fizesses vir, ou pusesses
Neste Jardim delicioso? Como a minha Vontade
Em nada concorreu para o meu ser, não seria senão certo
E justo reduzir-me ao meu pó,
Desejoso que estou por resignar e devolver
Tudo o que recebi, inábil para cumprir
Os teus árduos termos, pelos quais tinha de manter
O bem que eu não procurara. À perda disso,
Já castigo suficiente, por que juntaste
A sensação de infinitas aflições?

O caso é que o humano se encontra a si mesmo lançado no mundo... e porquê? Para quê?

Não foi visto nem achado. Ninguém lhe perguntou se queria vir à existência mas deu consigo já em jogo.

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