quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Nero, imperador romano, o mais amado ou o maldito?

A propósito de percepções e factos



Nero, condenado à damnatio memoriae pelo Senado Romano...

Depois da morte de Nero, as manifestações de pesar foram tão significativas entre o povo que Otão, sucessor no trono, teve de adoptar à pressa o nome de Otão Nero. Permaneceu entre os romanos a crença de que o jovem imperador deveria voltar um dia...

Nero gostava de música, de poesia e das artes em geral...


Erigiu um enorme ginásio público, ao contrário das termas que até aí estavam reservadas à aristocracia. Assim, introduziu na cultura romana o conceito grego de educação física e intelectual dos jovens - mente sã, corpo são, mens sana in corpore sano - o qual se propagaria rapidamente pelo Império..
Fez várias obras públicas culturais e funcionais.

Acabou com os julgamentos secretos que Cláudio implementara e emitiu indultos.
Certa vez, ao pedirem-lhe para assinar uma sentença de morte lamentou ter aprendido a escrever.

Concedeu liberdade à Grécia como reconhecimento pelos seus contributos culturais.

Em vez de optar por incursões militares para angariar dinheiro decidiu taxar as classes mais abastadas. Muitas destas iniciativas políticas angariaram-lhe inimigos e o Senado opunha-se-lhe vigorosamente. Mas Nero fez o que pôde para ultrapassar a resistência do Senado.

Chegou a convidar toda a cidade de Roma para a Domus Aurea. Queria estar junto do povo, como um deus vivo. Apoiava-se nas massas e centrava em si todo esse poder.

Talvez o mais amado de todos os imperadores romanos reformou a ordem social tirando recursos aos senadores e distribuindo-os entre os pobres.

"Durante o seu reinado o Império viveu um período de paz, de esplendor grandioso e de importantes reformas."

O MODO COMO SE CONTA A HISTÓRIA, COMO SE SELECCIONAM FACTOS E ACONTECIMENTOS, INFLUENCIA DE MANEIRA DECISIVA A PERCEPÇÃO QUE TEMOS DAS GRANDES FIGURAS DO PASSADO.

(fonte: National Geographic, Setembro 2014)

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