segunda-feira, 25 de março de 2013

É realmente a objectividade que o humano deve almejar?

A propósito de objectividade...


Da visão objectiva…

Quando os nazis começaram a assassinar os doentes mentais, não foi possível esconder o programa das populações alemãs que viviam nas imediações dos complexos. Choveram protestos daqueles que ainda não tinham alcançado uma visão puramente objectiva da essência da medicina e da missão dos médicos.
Os nazis aprenderam e passaram a ser ainda mais racionais. Em conformidade, colocaram os campos de extermínio bem longe, deram mais ênfase à “formação cultural” do seu povo, de modo a que fosse “puramente objectiva” e “científica” e passaram a usar linguagem de código para evitar contratempos com os mais atrasados e que teimavam em não aceitar a realidade.
Já andavam os alemães a fuzilar comissários russos em território soviético e ainda chegavam judeus do Reich convencidos de que eram “pioneiros” alemães no Leste…
O entendimento era simples: o gaseamento era um assunto médico. A ordem original de Hitler dirigia-se aos doentes mentais que deveriam ter direito a uma “morte misericordiosa”. Em breve todas as “bocas inúteis”, fossem mulheres, crianças ou idosos, ou deficientes, fossem associais ou simplesmente judeus – teriam direito à máquina da “eutanásia”: uma boa morte para todos, como quem diz simplesmente “boa noite”.

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