sábado, 11 de fevereiro de 2017

O mundo dos negócios é naturalmente nazi

A propósito da ética dos negócios...


As empresas e empresários agem à margem de qualquer preocupação moral. Para um empresário, "Angola é um país normal" desde que pague, mais ou menos a horas e cumpra os contratos, quer seja gerida por uma família corrupta, quer seja uma ditadura, quer viole os mais básicos direitos humanos das suas populações, etc.
Vemos empresários que se queixam de que este ou aquele paraíso para corruptos e tiranos não cumpra as regras de mercado ou os contratos como deveria. Não vemos empresários queixarem-se de que um determinado país mata as suas populações à fome, escraviza as mulheres, etc.
O mundo das empresas e dos empresários é sempre o mesmo, já o era no tempo de Hitler, quando este conseguiu ter do seu lado os grandes industriais, os grandes empresários, etc.
Por isso, acho muito bem que Angola não pague, que o Qatar não cumpra, etc. Aliás, acho que todos esses países estão no direito de não pagar e de não cumprir perante todos os empresários que, nas suas decisões, só têm em conta interesses económicos. A lógica é a mesma: o empresário não se importa de fazer negócio com um ditador que viola os direitos humanos a cada cinco minutos, e o ditador não se importa de não cumprir os seus compromissos. Portanto, só tenho pena que os ditadores e corruptos por esse mundo fora não sejam suficientemente corruptos e ditadores para com todos esses empresários que têm a consciência moral de um texugo.

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