terça-feira, 11 de novembro de 2014

O mal como constituinte mental da humanidade

A propósito de mal, banalidade e humano...


E agora desviem o olhar dos indivíduos e considerem a Grande Guerra que ainda devasta a Europa. Pensem na imensa brutalidade, crueldade e mentiras que são capazes de se espalhar pelo mundo civilizado. Acreditais que um punhado de homens ambiciosos e alucinados, sem consciência, poderiam ter sucesso a soltar todos esses maus espíritos se os seus milhões de seguidores não partilhassem da sua culpa? Tereis coragem, nestas circunstâncias, de apostar em que o mal está excluído da constituição mental da humanidade?

Freud, Lições introdutórias à Psicanálise, Lição IX

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