quarta-feira, 16 de julho de 2014

Neutralização

A propósito de finitude...


"[...] por um peculiar condicionamento do nosso ponto de vista, essas novas perspectivas, mesmo quando se impõem numa evidência, mesmo quando percebo que a realidade a que se reportam é tão real quanto a que tenho efectivamente apresentada, tende, apesar disso, a não ter o mesmo grau de impacto que aquilo que naturalmente me está dado. De tal modo que até quando claramente compreendo e homologo que as coisas são assim, como nessas perspectivas se aponta, isso não invade, tende a não invadir o meu campo numa incontornável imposição de si, num prendimento ao facto que manifesta. Notícia, que é, do remoto, a apercepção dos horizontes não tidos tende a conservar-se, não obstante a sua evidência, ela própria algo de remoto, que não move, não "faz frente" ao nosso ponto de vista."
Mário Jorge de Carvalho, Problemas Fundamentais de Fenomenologia da Finitude, pp. 753





"um sujeito pode perfeitamente «perceber» um enunciado e mantê-lo, ainda assim, muito longe de ter significado PARA A SUA VIDA"
Nuno Ferro e Mário Jorge de Carvalho (in Kierkegaard, Adquirir a Sua Alma na Paciência, p. 266) (destaque com maiúsculas meu)


"Nenhum enunciado pode, por si mesmo, obrigar o leitor a despertar para o facto de que, quando lê, tende para o adormecimento da sua própria situação."
Nuno Ferro e Mário Jorge de Carvalho (in Kierkegaard, Adquirir a Sua Alma na Paciência, p. 266) 

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