quinta-feira, 5 de maio de 2011

A morte de bin Laden

A propósito de,

assassínios.

Imagine-se que outro país qualquer tinha feito o que fizeram os EUA.

Que resultaria disso?

Quero dizer. Agir militarmente dentro das fronteiras de outro país, sem mandato internacional, sem autorização do próprio país "invadido".

Mas, o que me choca mais, é a perfídia de anunciar um assassínio como se fosse um prémio de caça. Quando se falava em "caça ao homem", afinal, falava-se literalmente. E eu que pensava que o Ocidente defendia os direitos inalienáveis do ser humano... "Inalienável" significa que se tratam de direitos intrínsecos. Direitos que se detêm em virtude de se ser HUMANO.

Houve justiça? Foi um acto digno de um país democrático? A Constituição dos EUA jamais aceitaria tal prática dentro das suas fronteiras.

Ou seja, os EUA garantem direitos a quem estiver dentro das suas fronteiras. Então, preferem não levar para dentro das suas fronteiras quem eles desejam tratar de forma a violar os direitos consagrados pela sua constituição. Se precisam de torturar alguém, torturam, desde que esteja numa prisão secreta em Cuba, ou seja lá onde for.

Tudo bem. Não há crise. Bin Laden era um terrorista que merecia ser "despachado". Fez coisas desumadas, deveria ser tratado como inumano. E foi. Bem fizeram os EUA que evitaram que ele fosse avisado pelo Paquistão. Invadiram um país aliado, que, aliás, não consegue evitar fugas de informação, e mandaram o terrorista para o outro mundo. Muito bem feito. A vingança é mesmo assim. É para ser servida fria. Dêmos todos graças por termos os EUA para nos proteger a todos!

É preciso ter lata!

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