quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tratado de História das Religiões, de Mircea Eliade

A propósito de, crítica...

O Tratado de História das Religiões pretende estudar os fenómenos religiosos. Contudo, e apesar do título, procura fazê-lo evitando a perspectiva histórica. Ou seja, aborda os fenómenos religiosos em si mesmos, como hierofanias, identificando tipologias e estudando a sua estrutura e significado.

Trata-se de um livro fundamental, da autoria de um nome marcante na história dos estudos sobre as religiões.


O Tratado procura esclarecer a estrutura das hierofanias (fenómenos religiosos), bem como o seu significado. Permite que o leitor possa estudar a estrutura e a morfologia do sagrado, nas formas em que este apareceu ao longo da história - não numa perspectiva histórica, cronológica, mas centrando a atenção no estudo de cada tipo, de cada forma que o sagrado tomou. Desde os grandes deuses celestes, até aos mitos do eterno recomeço, passando pelas divindades ctónicas - os motivos principais da experiência do sagrado são apresentados na sua estrutura e morfologia.

O Sol, a Lua, as águas, a mulher, a fertilidade, o espaço e o tempo sagrado - são objecto de estudo, não tentando explorar a forma como se sucederam cronologicamente, ou como a história fez com que se misturassem ou separassem na experiência religiosa, mas tentando pôr a claro a forma como se manifestaram enquanto sagrado.

O estudo deste livro é fundamental para um conhecimento mais esclarecido da compreensão que o homem primitivo tinha do seu mundo. É ainda fundamental para aprofundar uma compreensão alargada do modo de ser deste ente a que chamamos humano. Desde que o ser humano se compreendeu como ocupando determinada posição no cosmos, compreendeu uma sacralidade. A partir do momento em que o humano pôde começar a descrever o que o rodeava, as noções e os conceitos que formulou para descrever o que via emanaram de uma interpretação que compreendia o sagrado. Vemos por toda a parte a "tendência do homem para «consagrar» toda a sua vida". Neste sentido, há uma tendência para o sacrifício no homem.

Seja como for, o sagrado é uma noção fundamental que parece acompanhar a humanidade desde os primórdios. O estudo do sagrado pode lançar luz sobre o modo de ser do ente que é capaz de se relacionar com entes sagrados - sendo que "sagrado" significa, antes de mais, ser, existir, "dotado de sentido". Qualquer compreensão profunda do humano deve estar preparada para esclarecer o fenómeno do sagrado. E desta forma, estudar a estrutura e o significado dos fenómenos religiosos, sobretudo dos primitivos, deve ajudar a lançar luz sobre o ser do ente que é capaz de se relacionar com o sentido.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mortes estranhas...

A propósito de, Bobby Leach

Leach teve uma vida arriscada. Em 1911 foi o primeiro homem a saltar para as cataratas do Niagara dentro de um barril...

Enfim, um dia, enquanto caminhava, escorregou numa casca de laranja ou de banana e acabou por morrer. Devido à queda desenvolveu gangrena e as complicações resultantes acabaram por matá-lo, mesmo depois de amputar a perna.

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Mortes estranhas...

A propósito de, Vincent van Gogh.

A versão tradicional afirma que Van Gogh se suicidou atirando sobre o próprio peito enquanto passeava num campo de trigo.

Entretanto, novas abordagens sugerem que o pintor terá sido atingido por uma bala perdida numa brincadeira entre crianças. Aparentemente, esta versão foi apontada logo em 1890, por um jovem de 16 anos, mas ninguém acreditou.

Os autores desta abordagem são Steven Naifeh e Gregory White Smith.

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Mortes estranhas...

A propósito de, Clement Vallandigham.

Vallandigham (que nasceu em Lisboa, no Ohio, EUA) participou na guerra civil americana. Mas não foi a guerra que o matou.

Ele era advogado e aceitou um caso de alegado assassínio. Ao defender o seu cliente, alegado assassino, tentou demonstrar que seria possível que a vítima tivesse disparado acidentalmente sobre si mesma ao retirar o revolver do bolso. Na tentativa de demonstração, Vallandigham disparou de facto contra si mesmo, provando assim o seu ponto de vista. O seu cliente foi libertado, mas Vallandigham morreu.

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Mortes estranhas...

A propósito de, Georgi Markov

Markov, escritor búlgaro do tempo da URSS, escrevia textos que desagradavam pungentemente ao regime. Resultado: foi morto por um guarda-chuva envenenado enquanto atravessava a ponte Waterloo.

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